A importância da prevenção das doenças bucais
Domingo,
20 de Abr
 
Prevenir, obviamente, é melhor que remediar.
   
Infecções Bacterianas

AIDS : MANIFESTAÇÕES ORAIS

Infecções Fúngicas


CANDIDÍASE

A candidíase é uma infecção fúngica produzida pelo Cândida albicans que vive nas mucosas e só causa doença quando existem condições que favoreçam o seu crescimento. É a mais comum das infecções fúngicas que afetam a boca; podem desenvolver-se em qualquer superfície da mucosa e em pacientes infectados pelo HIV, normalmente, apresentam a lesão no palato duro e palato mole. No 1º caso de doença notificado que, posteriormente, foi diagnosticado como AIDS, a candidíase foi descrita como uma das características da doença em 4 em cada 5 paciente. A candidíase é também encontrada nos aspectos clínicos de quase todos os pacientes que participam dos antigos grupos de risco: hemofílicos, pacientes que são submetidos à transfusões sanguíneos, usuários de drogas. A candidíase bucal pode ser o primeiro sinal ou sintoma de infecção pelo HIV.

Observam-se 3 formas clínicas predominantes de candidíase em pessoas HIV+:

   1.Candidíase Eritematosas: apresenta-se sob a forma de manchas ou áreas eritematosas avermelhadas. Ocorre com maior freqüência no palato e dorso da língua, podendo ocorrer como pequenos pontos avermelhados na mucosa jugal. É uma forma bem típica de pacientes infectados pelo HIV.
   2.Pseudomembranosa: infecção resultante da proliferação da Candida albicans, é vulgarmente conhecida como "sapinho". É mais comum em crianças, caracteriza-se pela presença de placas esbranquiçadas ou amareladas distribuídas em qualquer parte da boca, principalmente nas mucosas jugal, palatina e lingual. A retirada é fácil por meio de raspagem e deixa áreas eritematosas e hemorrágicas. Em pacientes HIV+, pode ser um aviso da progressão da doença, podendo ser complicado pela xerostomia nos pacientes terminais.
   3.Queilite Angular: apresenta-se como fissuras radiais nas comissuras labiais. Estão freqüentemente associadas a eritrema a placas esbranquiçadas. A Candida albicans é um importante fator etiológico desta manifestação, podendo também estar presente o Staphylococus aureus.

Tratamento:

Geralmente é efetivo, pelo menos nos casos em que paciente não se encontra nos estágios finais de infecção pelo HIV; é fundamentais a identificação e eliminação do fator predisponente. O maior problema é que são infecções crônicas que requerem tratamentos crônicos e repetidos. A terapêutica exige o uso de antifúngicos tópicos e sistêmicos e a incorporação de bochechos com substâncias alcalinas. A Nistatina aplicada topicamente ou o Ketoconazale de uso sistêmico.ou a anfotericina são medicamentos utilizados, podendo em casos de resistência usar também o Fluconazol.

Uma boa higienização bucal é importante para o sucesso do tratamento.
 

HISTOPLASMOSE

A histoplasmose é uma micose profunda causada pelo fungo Histoplasma capsulatum e que às vezes manifesta-se na cavidade oral. As manifestações orais são variadas e incluem ulcerações dolorosas, nódulos ou processos vegetativos. As lesões são mais comuns na orofaringe, mucosa jugal, língua e palato e o aspecto clínico é semelhante ao do carcinoma espinocelular.


Infecções Bacterianas

Há alguns anos, tornou-se evidente que lesões gengivais e periodontais incomuns, com freqüência não esperada,
estavam afligindo pacientes afetados pelo HIV. O envolvimento das estruturas periodontais, cria uma oportunidade precoce de detecção daqueles indivíduos que desconhecem o seu estado de infecção pelo HIV.

GUNA

A GUNA (Gengivite Ulcerativa Necrosante Aguda) é uma infecção bacteriana rápida e progressiva, causada por um complexo de fusoespiroquetas dos quais, o mais associado à lesão é o Treponema vicentii. que causa massiva destruição aos tecidos orais. A infecção inicia nas papilas gengivais espalhando-se lateralmente à gengiva marginal . A rápida perda dos tecidos resulta na retração gengival sem a concomitante formação de bolsa periodontal. As lesões afetam mais comumente a gengiva anterior de pacientes portadores do vírus HIV.

COMO PREVENIR ?

 

GENGIVITE ASSOCIADA AO HIV (HIV-G) ou ERITEMA
LINEAR MARGINAL GENGIVAL

Esta patologia caracteriza-se pela presença de um eritema que afeta a gengiva livre, inserida e mucosa alveolar, não desaparece completamente após terapia de controle da placa bacteriana.

A importância do correto diagnóstico se deve a duas razões:
     primeiro que esta lesão pode representar um dos primeiros sinais de infecção pelo HIV

          - e porque a gengivite associada ao HIV pode evoluir para uma periodontite associada ao HIV resultando
          uma perda de tecidos do periodonto de proteção e inserção.

PERIODONTITE ASSOCIADA AO HIV (HIV-P) ou PERIODONTITE
ULCERATIVA NECROSANTE (PUN)

A periodontite é caracterizada pela rápida, irregular e generalizada destruição do periodonto de inserção e osso alveolar. Possui as características gengivais da gengivite associada ao HIV, acrescida de severa sintomatologia dolorosa, sangramento gengival espontâneo, necrose de tecido mole, e rápida destruição do ligamento periodontal. A rápida progressão da necrose no tecido mole pode levar à exposição da crista alveolar ou septo interdentário, com o subseqüente seqüestro ósseo. Embora se consiga o controle do quadro infeccioso e inflamatório, há perda óssea progressiva até a perda dos elementos dentários. Também não responde à terapêutica.

A doença periodontal pode ser uma das primeiras apresentações clínicas de infecção por HIV. Pacientes que apresentam doença periodontal agressiva devem ser investigados por possível infecção por HIV.

MYCOBACTERIUM AVIUM INTRACELLULARE

Em pacientes com AIDS, infecção por Mycobacterium avium intracellulare é relativamente comum. É caracterizada por febre, perda de peso e debilidade e, clinicamente a resposta tecidual pode incluir abcessos circundados por lesões granulomatosas. As lesões localizam-se principalmente no palato e têm bordas firmes e/ou centro necrótico estendendo-se até o osso.


Infecções Virais

O vírus da AIDS por si só, não é capaz de causar quaisquer infecções virais na boca. No entanto, a
imunossupressão induzida por ele favorece a instalação de uma variedade de infecções virais que afetam a região
bucal e circunjacências e podem ser transmitidas, através do contato próximo, principalmente a pessoas com
alteração imunológica.

HERPES SIMPLES

O herpes pode ser desencadeado pelos raios solares, infecções respiratórias, trauma, menstruação, stress emocional e
imunodepressão. Esta última é comum em pacientes portadores do vírus HIV.

As lesões mais freqüentes são causadas pelo HSV-1 e HSV-2, afetam lábios e são encontradas em 10 a 15% dos pacientes soropositivos, nos quais,geralmente recidivam com maior freqüência, são maiores e muitas vezes aparecem como múltiplas lesões persistentes, respondendo muito mal ao tratamento: o ciclo dura em média 1 mês, enquanto nos pacientes normais demora no máximo 7 dias. A evolução da doença é bastante diferente em portadores do HIV e na população em geral.

A infecção intra-oral aparece na forma clássica de úlceras irregulares e rasas que destroem o epitélio pavimentoso estratificado queratinizado do palato duro, gengiva e região dorsal da língua, geralmente são cobertas por pseudomembrana e muito doloridas. As lesões como vesículas que se rompem formando úlceras irregulares, múltiplas e rasas, podendo ou não estarem associadas com eritemas. O diagnóstico é confirmado pela citologia exfoliativa, cultura de célula ou esfregaços reativos com anticorpos multiclonais HSV específicos. O tratamento é feito com substâncias que interferem na duplicação viral, Aciclovir

VARICELLA ZOSTER

Em pacientes imunossuprimidos existe o risco de ativação do "chickenpox vírus" latente. Quando isso ocorre, a doença adquire a forma de varicela zoster, levando ao herpes zoster As vesículas epiteliais formadas pelo vírus Varicella zoster, são autolimitantes, dolorosas (especialmente quando o nervo trigêmeo é afetado) e provocam pruridos formando, eventualmente, crostas que após se rompem. As ulcerações estão presentes por duas a três semanas, mas podem persistir por um a dois meses.A varicela é a doença primária e o hespes zoster é a reativação do vírus que reside nos gânglios sensoriais. A varicela é altamente contagiosa e se dissemina particularmente através do ar. Dessa forma, a equipe odontológica não imume pode contrair a doença, através da inalação de aerossóis, se o paciente que estiver incubando a doença procurar atendimento odontológico. As máscaras e luvas oferecem certa proteção. O tratamento é feito com analgésicos e medicamento que alteram o humor. Recorrências são incomuns; quando aparecem, o prognóstico da AIDS é grave, e a morte por infecções oportunistas ocorre num curto espaço de tempo.

CITOMEGALOVÍRUS

Os anticorpos para esse vírus quando encontrados em portadores HIV causam retinite, leucopenia, ulcerações gastrintestinais e pneumonia. Lesões na mucosa bucal causadas por ele só foram documentadas uma única vez, mas sabe-se que atua como co-fator para outras lesões na boca, inflamação das glândulas salivares maiores, que leva à xerostomia.

O tratamento é feito com Ganciclovir.

PAPILOMA VÍRUS HUMANO

Existem inúmeros tipos de papiloma vírus humano. As lesões causadas pelo Papiloma vírus apresentam-se em forma de verrugas que podem ocorrer em qualquer superfície da mucosa. Sua presença constitui um forte indício de contaminação pelo HIV. O diagnóstico é feito baseado na história, aspecto clínico e na biópsia. O papel do HPV em outras lesões orais (leucoplasia e carcinoma)vem sendo investigado.Nas crianças, a infecção pode ser transmitida do dedo para a cavidade oral e, nos adultos, a transmissão sexual é comum. O HPV não é um risco infeccioso na Odontologia, até onde se sabe.

O tratamento é feito com cirurgia.

LEUCOPLASIA PILOSA e EPSTEIN-BARR VÍRUS

A leucoplasia pilosa é considerada um sinal precoce da presença do vírus HIV. O quadro da leucoplasia pilosa pode ocorrer em qualquer área da mucosa bucal e em sua grande maioria ocorrem em adultos homens e se caracteriza por placas esbranquiçadas, bem delimitadas, geralmente planas, de dimensões variáveis, não infiltradas. As lesões aparecem nas bordas laterais da língua e estão em associação com o vírus Epstein-Barr. A causa da HL é desconhecida e pode ocorrer em todo o grupo de indivíduos com HIV, sendo indicativa do desenvolvimento da AIDS em três anos. Geralmente não requer tratamento, a menos que afete a gustação ou a aparência estética. Nesses casos é feita aplicação tópica de Podofilina a 25% com muito cuidado para evitar a necrose.


 Manifestações Orais de Neoplasias

Pacientes imuno comprometidos correm um grande risco de desenvolver neoplasias malignas. Logo, é previsível que indivíduos HIV positivos sejam atingidos por doenças malignas em maior grau do que a população em geral.

 

SARCOMA DE KAPOSI

 

A doença maligna mais freqüentemente encontrada em pacientes aidéticos é o sarcoma de Kaposi(15% dos portadores do HIV). Consiste em uma proliferação neoplásica de células endoteliais e fibroblastos, pois está relacionado ao fator celular de crescimento que estimula a proliferação de vasos sangüíneos, linfáticos e do tecido conjuntivo fibroso. Está presente no palato com maior freqüência e apresenta-se com coloração avermelhada, azulada ou de nódulos roxos. No estágio mais avançado, as lesões tornam-se elevadas e nodulares, podendo se ulcerar com a progressão, causando dor e sangramento interferindo na fonação, alimentação e higiene devido às características dolorosas e hemorrágicas. Seu diagnóstico é obtido através da biópsia do tecido.O tratamento é baseado no grau da doença. No entanto, o trabalho integradode um dermatologista, oncologista e dentista é muito importante para um manejo adequado ao Sarcoma de Kaposi.

LINFOMA

A forma mais comum é o não-Hodgkin (NHL). É encontrado na cabeça e pescoço. Freqüentemente, observado em linfonodos cervicais, a doença pode ocorrer extra-nodularmente. Intraoralmente, o linfoma apresenta-se como uma massa tumoral que envolve gengiva e o palato, geralmente originados de células B. Nos pacientes soropositivo, tendem a ser agressivos, de alto grau e a sobrevida a partir do diagnóstico é de meses. Devido à precária situação da saúde bucal de alguns pacientes, tem-se observado essas alterações associadas a dentes em mau estado, levando à hipótese inicial de abcesso dento-alveolar ou doença periodontoal. Para os clínicos, recomenda-se que os casos de abcesso sejam acompanhados bem de perto, com a realização de biópsia.

CARCINOMAS

São tumores malignos de tecido epitelial. O fato de que homens jovens aidéticos tenham desenvolvido carcinomas numa freqüência mais alta que a esperado tem causa incerta, já que a imunosupressão não tem sido detectada na época do diagnóstico docarcinoma.


Manifestações Orais de Origens Desconhecidas

ESTOMATITES AFTOSAS RECORRENTES

É uma manifestação de alteração auto-imune que ocorrem em 20 a 40% da população geral. Em indivíduos portadores do HIV,parece haver um aumento do aparecimento de estomatites aftosas recorrentes e estas são mais agressivas, maiores e múltiplas que persistem por longos períodos e geralmente são dolorosas.O diagnóstico diferencial é feito por causa do tamanho, insensibilidade e duração da afta maior, carcinoma e doença granulomatosa relacionada com infecção microbiana. Assim, a biópsia é indicada em alguns casos. O tratamento é diretamente contra os linfócitos associados à lesão. Por isso, para ser eficiente, requer o uso de corticosteróides.Úlcera Necrosante Progressiva é caracterizada por lesões maiores que as observadas na estomatite aftosa recorrente.

PÚRPURAS

Em pacientes portadores do vírus HIV há ocorrência de púrpuras que são manchas de coloração vermelho - arroxeadas, vistas freqüentemente na junção palato duro e palato mole. É importante salientar que essas manchas não desaparecem sob pressão.

TROMBOCITOPENIA

Doença auto-imune que destrói as plaquetas observada em pacientes infectados pelo HIV. Devido à diminuição do número de plaquetas podem ocorrer equimoses (acúmulo de sangue no tecido subcutâneo por rompimento de vasos) ou ainda problemas de coagulação. Se a diminuição plaquetária for muito acentuada, são freqüentes sangramentos espontâneos da boca e hematomas,sendo necessário controle após procedimentos odontológicos. As medidas terapêuticas podem exigir corticosteróides, transfusões e esplenectomia.

HIPERPIGMENTAÇÃO MELÂNICA

São máculas de coloração variando de preto a marrom. As lesões podem estar relacionadas a melanina intra-leucocitária ou ainda à pigmentação nas camadas de células basais.

AUMENTO DAS GLÂNDULAS SALIVARES

O aumento das glândulas salivares também deve ser considerado como um tipo de manifestação bucal que ocorre em pacientes portadores do vírus HIV, e principalmente em crianças onde o aumento crônico da parótida foi observado.

XEROSTOMIA

Pacientes infectados pelo HIV freqüentemente queixam-se de secura na boca, que pode ser resultado da diminuição do fluxo salivar. A causa pode ser reação imune, infecção pelo citomegalovírus, das glândulas salivares e aos medicamentos usados com os aidéticos, antidepressivos, diuréticos, antihistamínicos.O tratamento deve incluir antibióticos para eliminar a infecção e biópsia para eliminar a hipótese de neoplasia. Os pacientes podem mascar chicletes sem açúcar para estimular a salivação. O baixo fluxo salivar baixa a resistência à cárie e doenças periodontais. O acompanhamento do paciente é importante por causa da possibilidade de transformações malignas, agudização e aparecimento de dor.

LESÕES BUCAIS NÃO CLASSIFICADAS

É muito comum que os pacientes infectados pelo HIV procurem atendimento por causa de sinais e sintomas que não permitem um diagnóstico claro ou indiquem um agente etiológico. Muitas vezes, os testes laboratoriais e até mesmo a biópsia não fornecem dados para a classificação da lesão. O tratamento nesses casos é paliativo e empírico, sendo necessário o constante acompanhamento do paciente.


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Prevenir, obviamente, é melhor que remediar.
Para as pessoas que trabalham na televisão, um belo sorriso é básico para manter sua carreira profissional. Porém, não só para eles uma correta higiene bucal tem resultados positivos senão para qualquer profissional que esteja preocupado de projetar uma boa imagem sã.
 

 
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